Domingo, 24 de Julho de 2011

E com que leviandade...

«Acordo todas as manhãs com este zumbido e a certeza que não vais voltar.

Cansada de me convencer que, apesar e acima do teu individualismo estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor.

Pensei que, com todo o amor que sentia por ti te iria suavizar o coração e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável. Nunca pensei enganar-me tanto. Mas só agora percebo que o teu amor por mim não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha. Alguém que te chamou a atenção e que um dia decidiste que querias atravessar, com a intuição certeira de um animal selvagem que procura refugio temporário, quando está cansado. Sei que não vinhas a fugir de nada, nem à procura de coisa nenhuma. Mas acho que quando eras pequeno te arrancaram uma parte de ti, e desde então ficaste incompleto e perdeste, quem sabe talvez para sempre, a capacidade de adormecer nos braços de alguém sem que penses no perigo de ficar na armadilha do carinho para todo o sempre. Não, o teu amor por mim, volto a dizê-lo, não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha feita com a leveza e a frontalidade com que fazes tudo na vida. Por isso te foi tão linear - e repara que não escrevo a palavra fácil - escolher outro caminho. Mas não foi assim para mim. Entraste a 200 à hora na minha vida, e quando te vi pela primeira vez a passar a porta da minha casa onde viveste quase um ano quase todos os dias, deixei-me levar por essa inevitabilidade, submetendo-me a tudo o que depois se seguiu, e chamando-lhe amor.

Um amor total, gratuito, despojado, com o corpo, a cabeça e o coração todos enterrados lá dentro.»

 

Não podia ser mais perfeito!...  

 

~

 



publicado por devaneios demarcados às 19:33
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2 comentários:
De Fátima Soares a 23 de Fevereiro de 2012 às 19:00
Adorei o teu blog. Beijo


De devaneios demarcados a 24 de Fevereiro de 2012 às 13:24
Obrigada pelo elogio!x)


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«A man should look for what is, and not for what he thinks should be.» __________________________ - Albert Einstein
«...things don't have to be extraordinary to be beautiful. Even the ordinary can be beautiful.»

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