Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

(*)

Ainda que não acredites, queria imenso ver-te, ter-te aqui, poder até tocar-te. As saudades são fodidas, tanto que chego a detestar o Dezembro de 2008, aquele em que me prendi a ti.


Um passado que permanecerá como um escudo, ainda o detemos em conjunto exaustivo. Preciso que me feches esta porta que escancaraste, da qual ainda tens a chave; que escolhas o lado no qual pretendes permanecer.


E agora já não adianta ligar-te. Sei que não me vais atender. Não acredito que a vida seja imutável. E atingi o caminho do desespero, com a velocidade de uma rajada de vento. Fugi de mim enquanto me procurava. «E eu vi-te com bons o lhos desde o primeiro momento, que a tua presença quase imperceptível na minha vida seria como um bálsamo, uma música perfeita e harmoniosa, um dia ao sol, ou uma noite em branco, daqueles que nos fazem pensar que a vida está cheia de surpresas boas e que vale mesmo a pena estar vivo, só para as saborear.» Há vertigem neste entretenimento.



Principiámos o plágio da vida um do outro. Sempre que nos abraçamos amamo-nos como se fosse a última vez. «Deixaste-me sobre a pele um rasgão que já não dói! Mas quando a memória da noite consegue trazer-te intacto, fecho os olhos, o corpo e a alma latejam de dor. Odeio-te por não me pertenceres mais.»


Agora olha-te. Imagina-me também. És tão assustador. E porquê?! Não pares as palavras que me querem atingir, não estejas paralisado. Vive agora. Corre riscos. Conta segredos. Eu permanecerei forte.

 

E o mais certo é que espere insaciavelmente que te lembres de mim, depois de ter desistido.


De novo tenho imenso orgulho por seres o meu melhor amigo. Mas questiono a reciprocidade de tudo.



A última esperança. Sei que sabes que estavas errado. Mas andas tão divertido que nem te passo pela cabeça. Já não tenho mais condições de esperar#


Ainda conto que me venhas buscar e me surpreendas. Nunca o farás. Abate o orgulho, atinge-o na parte mais baixa. E sei que tens algo que me pretendes transmitir!

 

 

 

0912

publicado por devaneios demarcados às 18:31
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«...things don't have to be extraordinary to be beautiful. Even the ordinary can be beautiful.»

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